A forma de trabalhar com a terra e conduzir uma lavoura não são mais como antigamente.

 

As técnicas mudaram, as máquinas mudaram, as produtividades mudaram, pois as plantas mudaram. O sistema ficou tecnicamente muito mais intensivo, exigente e responsivo a tomadas de decisão assertivas no momento certo no campo.  O grande desafio dos agrônomos é justamente se manter atualizado a todos esses avanços para saber quando fazer a intervenção certa na lavoura.

Com o avanço de problemas fitossanitários, cada decisão errada no campo pode depreciar de cinco a quase 100% da produtividade final. Assim, o produtor precisa estar cercado de agrônomos com esse conhecimento e seguir as suas recomendações. No entanto, o que se observa no campo, em grande maioria, é uma certa resistência ao obedecer a estas recomendações.

 

Porque que quando vamos ao médico não questionamos suas indicações e seguimos à risca sua prescrição?

 

A orientação dada pelo agrônomo com conhecimento, é com o intuito de prever um problema eminente que irá derrubar o teto produtivo e acentuar os gastos com defensivos agrícolas, de parte do produtor. Esta visão só é possível através de um profissional atualizado e experimentado no campo.

Porém, muitas vezes o produtor tradicional opta por não seguir aquela recomendação por estar preso ao momento presente, quando o aporte financeiro é visto como gasto e não como investimento, e tão pouco como rentabilidade.

 

Exatamente neste ponto que entra o profissional de outras áreas, investindo na agricultura.

Estes profissionais vem da área médica, jurídica e empresarial, onde o modusoperandi é diferente. Não é o fato de terem mais recursos financeiros para gastar e sim te ter uma visão diferente de operação da atividade. Estes profissionais são focados na rentabilidade, ou seja, quanto que esta terra pode render para ele e em que período de tempo.

 

O agrônomo capacitado tem essa informação.

A medida que o agrônomo e o novo produtor rural acertam os termos de trabalho, estabelecem metas de curto, médio e longo prazo; estas serão as formas de cobrança sobre a sua parte técnica. Assim, não haverão questionamentos sobre as recomendações do agrônomo, pois isso é responsabilidade dele e não do proprietário da área. Isso é uma questão profissional e não mais uma semeadura na sorte para torcer para ter boa produtividade com menos gastos.

Além disso, o novo produtor rural sabe o preço de cada parafuso que ele precisa comprar para o seu implemento agrícola. Ele sabe o custo exato para produzir cada quilo de soja de sua propriedade, ou melhor, de sua indústria a céu aberto. Ele também sabe que sem o acompanhamento do agrônomo ele não consegue fazer essa indústria girar e dar lucro.

 

Qual a diferença disso para o sistema tradicional?

 

Simples. O tradicional vai dar lugar a esse novo perfil de produtor rural.

Uma nova mentalidade de conduzir as atividades e de dar liberdade para o agrônomo certo, tomar as decisões, sempre focado em metas.

Isso é um processo lento que vem acelerando nos últimos 7 anos, visto a visibilidade e perspectiva positiva indiscutível de aumento da necessidade de produzir mais alimentos.

O agronegócio é realmente um negócio que tem um grande futuro pela frente.