Para este ano existem algumas armadilhas na safra.

 

Presença de inóculo no ar

A primeira é a flutuação de esporos, que demonstrou ser muito mais dispersa, muito mais ‘ativa’.

Isto aconteceu quando, no final de novembro, vários focos foram descobertos simultaneamente em diversas regiões, como São Paulo, Paraná e até mesmo no Rio Grande do Sul.

Isso demonstra que o fungo tem uma densidade de inóculo no ar maior do que nos outros anos.


Estiagem no RS

No RS estamos passando por um período de chuva reduzida. Temos que nos alertar que isso não implica em menos doenças.

É preciso entender que a infecção é noturna e que temperaturas amenas à noite, que caracterizam períodos de estiagem, são temperaturas favoráveis, gerando molhamento foliar, o que gera uma condição de infecção.

Em Itaara/RS, identificamos soja com lesões neste período, ou seja, início de janeiro. No ano passado, casos como este aconteceram no final de janeiro. Isso nos mostra que há um processo anterior.

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Atraso nas aplicações

Com a falta de chuvas regulares há atraso na primeira aplicação.

No entanto, deve-se atentar, pois há todo um comprometimento de dificuldade de aplicação e posição de produtos, além da dificuldade de atingir as folhas inferiores.

Além disso, o fungicida não resolve tudo. Ele depende de uma cobertura ideal, que caracteriza a quantidade de ativos suficientes na folha para o controle da doença.

 

Período crítico para a ocorrência de ferrugem

Outra preocupação que se tem é que estamos apenas em janeiro.

Neste ano houve muito atraso de semeadura, por falta de chuvas. Então, grande parte do momento crítico, que normalmente seria a segunda quinzena de dezembro até o final de janeiro, esse ano se transfere para janeiro e fevereiro.

Com isso, devemos ter, a partir de 15 de janeiro, uma mudança no cenário.

Quem não fez o manejo preventivo terá dificuldades.

Esses cenários, de certa forma, podem trazer estas dificuldades para o manejo de doenças.

 

Uso de fungicidas no momento correto: protetores e sítio-específicos

Uso carboxamidas? E misturas de Estrobilurina + Triazol? Quando eu uso protetor?

Essas são perguntas frequentes que recebemos durantes nossas palestras online.

Se utilizarmos carboxamidas, o momento é agora, pois temos menos pressão. Está no início do processo da doença. Então, é onde ela vai entregar melhores resultados.

Também há a questão de entender bem quando usar protetor.

 

Bom, de qual protetor estou falando?

O oxicloreto de cobre, por exemplo, deve ser utilizado mais para o final do ciclo, pois trata-se de um erradicante típico.

Se estiver falando de Mancozebe, utilizar nas aplicações anteriores ou próximas ao florescimento. Se nos referirmos ao clorotalonil, a primeira aplicação deve ser feita no florescimento.

Então, devemos entender que o uso de protetor não é meramente uma ‘receita de bolo’. Ele faz parte de um programa de manejo da resistência e, eventualmente, pode trazer um benefício do ponto de vista de dar mais eficácia de controle.

 

Existe uma série de situações que devem ser cuidadas.

MANTENHA-SE INFORMADO.

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