Foi confirmado em 30 de novembro o primeiro caso de Ferrugem asiática da soja na safra 2017/18, em Cruz Alta/RS, região localizada no noroeste gaúcho. O primeiro relato da doença foi identificado pelo professor Lucas Navarini, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, em coleta realizada no dia 16 de Novembro.

No Brasil, este é o quarto caso de Ferrugem asiática confirmado. O primeiro foi identificado no dia 20 de novembro em Itaberã, cidade localizada ao sul de São Paulo, e no dia 23 de novembro outros dois casos foram identificados no estado do Paraná: em Itaipulândia e em São Miguel do Iguaçu.

 

Ocorrência

As lavouras afetadas pela Ferrugem asiática tiveram a semeadura antecipada para meados de setembro. Essas lavouras tiveram chuvas frequentes e temperaturas adequadas, que com o fechamento da entre linha, formaram um microclima adequado, com baixa luminosidade no dossel inferior da cultura, resultando na infecção do patógeno e desenvolvimento da doença.

 

Alerta

Com esses casos identificados, os produtores devem ficar atentos para as lavouras semeadas no final de outubro e novembro, uma vez que, já existe fonte de inóculo do patógeno.

 

Recomendações

As recomendações do Dr. Marlon Stefanello, colaborador do Instituto Phytus, são que, além de escolher cultivares menos suscetíveis ao patógeno, se construa um programa de aplicação, com a primeira de fungicida antes do fechamento entre linha de maneira preventiva. Esta aplicação tem o objetivo de aumentar a penetração das gotículas da calda do fungicida, como ilustrado na figura abaixo. Isso melhora a cobertura das folhas na parte média e inferior do dossel, resultando em maior residual no controle da doença. Esta aplicação condiz ao último momento em que o fungicida poderá atingir as folhas do dossel inferior da cultura.

 

Danos

Na atualidade, a ferrugem é a doença com maior potencial de danos na soja. Se mal manejada, ela afeta o rendimento de grãos e qualidade do produto final.

Foto: Marlon Stefanello