"Corós, pulgões, percevejos e lagartas - Controle em Trigo"

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O material aborda características das pragas e as condições para o manejo de corós (Coró-das-pastagens: Diloboderus abderus e Coró-do-Trigo: Phyllophaga triticophaga), pulgões, percevejos (Dichelops sp., Nezara viridula, Euschistus heros) e lagartas em trigo (Pseudaletia sequax, Spodoptera frugiperda).


Coró-das-pastagens: Diloboderus abderus

O coró-das-pastagens possui um ciclo de vida anual – pupa: 20 dias, adulto: 30 dias, ovo: 12 dias, larva: 225 dias.

 

Acarreta maiores danos entre os meses de maio, junho, julho, agosto e setembro, podendo atingir 26% de perdas em produtividade.

 

 

Ocorrência da espécie 

 

Coró-do-Trigo: Phyllophaga triticophaga

O coró-do-trigo possui um ciclo de vida anual – pupa: 30 dias, adulto: 365 dias, ovo: 15 dias, larva: 230 dias.

O período do ano em que acarreta maiores danos é entre os meses de fevereiro a outubro, podendo acarretar perdas de até 35% na produção.

Esta espécie tem ocorrência restrita no RS, mas no ano de 2010 foi encontrado em outras regiões do RS.

 

Pulgões

Ciclo de vida dos pulgões, assim como o número de instares, duração do período reprodutivo, e longevidade do adulto variam com a espécie, planta hospedeira, a qualidade do alimento e a temperatura ambiente. Além disso, possuem um elevado potencial reprodutivo e o ciclo de vida rápido, completando uma geração a cada semana e originando até 10 ninfas/fêmea/dia.

Danos diretos conforme - época de ocorrência: se ocorrerem na emergência da cultura as perdas em produtividades são muito maiores do que se infestarem a lavoura no perfilhamento; período de infestação: 2 dias as perdas são menores do que se ficarem 10 dias na área; nº pulgões por planta, quanto mais pulgões, maiores são as perdas.

Danos diretos (perdas em produtividade) vs indiretos (clorose - redução na produção de fotoassimilados)

Dano indireto - Barley yellow dwarf virus (BYDV) conforme: período de infecção do vírus, ex: se esta praga servir como vetor para o BYDV e infestar a lavoura no estádio de plântula, acarretará perdas de 50% em produtividade, mas se infectar no emborrachamento, as perdas perfazem 14%. Resposta de cultivares: quanto mais suscetível, maior a porcentagem de perda.

Considerações para o manejo: monitoramento da população de pulgões nas áreas infestadas antes do plantio; escolha de cultivares mais tolerantes; uso de inseticidas neonicotinoides em Tratamento de sementes.

 

Percevejos

Identificação das espécies: Dichelops sp., Nezara viridula, Euschistus heros

Os danos característicos são: pontilhado transversal, folha necrosada e quebrada, perfilhamento anormal e, folha enrolada e dobrada. Outro aspecto importante é que o dano é ainda maior quando a infestação ocorrer em estádios mais avançados da cultura, ex. grão leitoso, principalmente sob ataque do percevejo barriga verde (Dichelops sp.). Além disso, existem danos diferentes entre as espécies.

Considerações para o manejo : monitoramento da população de percevejos nas áreas infestadas; inseticidas neonicotinoides em TS protegem por apenas 5 dias; nas pulverizações, diminuir o tamanho de gotas para atingir os insetos na parte inferior das plantas, quando estas apresentarem maior estatura.

 

Lagartas

Identificação das espécies: Pseudaletia sequax, Spodoptera frugiperda

Danos característicos: Raspagem e desfolha total

Considerações para o manejo: monitoramento da população das lagartas nas áreas infestadas; inseticidas são eficazes pela ação de ingestão; Iniciar as pulverizações pelos focos de infestação, quando ainda existirem folhas verdes nas plantas.

 

 

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