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Principais pragas da cultura do tabaco: Vaquinha

Data de publicação:

Vaquinha (Diabrotica speciosa - Coleoptera: Chrysomelidae)

Os adultos são coleópteros fáceis de ser identificados, com cerca de 6 mm de comprimento, coloração verde e seis pontuações amarelas localizadas nos élitros (Figura 1). 

As fêmeas realizam as posturas no solo, nas regiões próximas ao caule das plantas. Essa fase pode durar de 6 a 8 dias. Após a eclosão, as larvas se alimentam das raízes da cultura e passam por três estádios de desenvolvimento. 

As larvas apresentam coloração esbranquiçada e cabeça de coloração marrom escura, são conhecidas por larva-alfinete (Figura 2).

Quando completamente desenvolvidas podem apresentar até 12 mm de comprimento. 

As pupas apresentam coloração branca e formato oval. Essa fase ocorre no solo e pode durar entre 5 a 7 dias. A duração total do ciclo desse inseto pode variar muito, principalmente em função das condições do ambiente, ficando próximo de 50 dias.

                                                                                                                                        Fonte: Universidad de Buenos Aires
Figura 1 e 2. Adulto e larva de Diabrotica speciosa conhecida como vaquinha e larva-alfinete, respectivamente.

 

Danos ao tabaco

Os danos podem ser causados tanto pelas larvas quanto pelos adultos. Na cultura do fumo, os principais danos são relacionados ao ataque dos adultos, que se alimentam das folhas, causando uma diminuição na área fotossinteticamente ativa (Figura 3). 

Os danos nas folhas podem penalizar o crescimento e desenvolvimento das plantas, diminuir a produtividade e ainda afetar a qualidade do produto final. As larvas podem atacar as raízes das plantas, alimentando-se das mesmas, interferindo na absorção de nutrientes e água. 

Figura 3. Danos de vaquinha (Diabrotica speciosa) em folhas de feijão.

 

Monitoramento e controle

Não se tem ainda níveis de controle estabelecidos para essa praga na cultura do fumo. 

A ocorrência de inimigos naturais, atacando adultos e larvas, contribuem para o controle natural desse inseto nas áreas de cultivo.

São exemplos desses inimigos os parasitoides da ordem Diptera e/ou fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. 

Contudo, o controle eficiente pode ser obtido através da aplicação de inseticidas químicos recomendados para cultura. 

Em áreas com histórico de ocorrência, a aplicação deve ser iniciada no tratamento de mudas junto ao transplante. Após isso, continua-se o monitoramento da praga, utilizando pulverizações em parte aérea subsequentes se necessário. 

Deltametrina e permetrina são os únicos inseticidas com registro para esse alvo no fumo. Por serem do grupo dos piretroides, esses produtos são menos seletivos, e por isso devem ser utilizados apenas quando estritamente necessário.

 

 

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